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Prontos para trabalhar

Ao centro o novo Presidente, Arlindo Gomes Pardini Jr. À esquerda Marcos Esner Musafir, 1º Vice-Presidente. À direita Tarcisio Eloy P. Barros Filho, 2º Vice-Presidente.
Da esquerda para direita: Cláudio Santili, Secretário-Geral; Adalberto Visco, 1º Secretário; Edilson Forlin, 2º Tesoureiro, Caio Augusto de Souza Nery, 1º Tesoureiro; João Maurício Barretto, 2º Secretário.

A Comissão Executiva da SBOT empossou os integrantes da Gestão 2006, durante o exame da SBOT, realizado em Campinas, no interior paulista. Abaixo, publicamos trechos da entrevista concedida pelo novo presidente Arlindo Pardini ao Jornal da SBOT.

Como o senhor avalia o ano de 2005?
Foi um ano excepcional principalmente para os assuntos internos da SBOT. Pode-se dizer que a Diretoria 2005, comandada por Walter Albertoni 'arrumou a casa' e hoje todos os departamentos estão funcionando como uma empresa enxuta, com os funcionários em seus respectivos lugares. Eu creio que este foi um grande avanço. Ao mesmo tempo, não se deixou de lado o trabalho que vinha sendo feito junto aos órgãos governamentais, como a Anvisa, Agência Nacional de Saúde Suplementar e Comissão Nacional de Residência Médica para a discussão de assuntos extremamente importantes para nós, como a CBHPM, controle de materiais etc. Na Defesa Profissional tivemos diversos fóruns onde discutimos o Ato Médico, Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos e Contratualização, dentre outros. Ou seja, apesar da crise política e da paralisação do Congresso Nacional, nosso trabalho nessa área continuou e espero podermos retomar as ações em Brasília no próximo ano, mas precisamos esperar pelo chamado das entidades nacionais, como a AMB e o CFM.

Sua gestão terá uma bandeira específica?
Temos prioridades em várias áreas. Por exemplo, no aspecto político nossa ação será no sentido de estreitar as relações com a AMB e com o CFM visando a criação da Ordem dos Médicos do Brasil e a aprovação da Lei do Ato Médico. No âmbito interno nosso desafio será fortalecer as regionais, ouvindo-as e dando todo o suporte necessário para o fortalecimento dos seus congressos regionais. Além disso vamos dar continuidade aos projetos que já estão em andamento nas áreas de educação continuada, ensino, treinamento, defesa profissional, materiais, previdência etc. Também pretendemos estimular a recertificação de todos os ortopedistas. Fomos pioneiros nessa área e temos de continuar dando exemplo para as demais sociedades médicas.

O fato de haver um ortopedista na vice-presidência da AMB vai facilitar o contato?
Essa foi uma das grandes contribuições da gestão de Walter Albertoni, quando ele não apenas indicou, mas defendeu a candidatura e a posterior eleição do nosso colega Hélio Barroso dos Reis para compor a diretoria da Associação Médica Brasileira. Certamente a SBOT poderá dar muitas contribuições através dele. Eu o convidei para ser o representante da SBOT junto às entidades nacionais e órgãos governamentais.

Mesmo antes de assumir houve várias reuniões de sua diretoria. O que foi discutido nesses encontros?
Inicialmente concentramos as discussões no Congresso de Fortaleza, porque é nossa intenção lançar o congresso o mais rapidamente possível. Também discutimos projetos e o planejamento para 2006.

Como estão os preparativos para o Congresso de Fortaleza?
Estão bem adiantados. Ainda falta um ano mas já recebi a comunicação da empresa de turismo que os pacotes estão prontos para serem lançados. Essa antecedência é fundamental para que os colegas tenham tempo de se organizar e comparecer ao nosso congresso maior. A grade científica já está praticamente pronta e a Comissão Científica já definiu os temas oficiais e de atualização com a CEC. Já definimos, inclusive, a data limite para envio de temas livres, que será 31 de julho. Em janeiro próximo deveremos lançar o site do CBOT para levar todas as informações aos sócios.

Qual deve ser o perfil de uma diretoria da SBOT?
Experiência e comprometimento com a Ortopedia e com os ortopedistas. Nesse aspecto estou tranqüilo, pois todos os integrantes da Diretoria 2006 já trouxeram contribuições importantes para a SBOT. O secretário-geral, Cláudio Santili exerceu esta mesma função em outras gestões; Adalberto Visco presidiu a regional da Bahia e é ativíssimo na SBOT; João Maurício Barretto integrou a CET e presidiu a regional do Rio de Janeiro; Edilson Forlin presidiu um congresso imenso da Ortopedia Pediátrica em Curitiba, já tendo sido presidente da regional do Paraná; Caio Nery foi tesoureiro na Gestão 2002; os vice-presidentes Marcos Musafir e Tarcísio Eloy Pessoa de Barros Filho dispensam qualquer apresentação, ambos com muita experiência científica e administrativa. Como já disse, são pessoas experientes cujo amor pela Ortopedia Brasileira é inquestionável. Creio que faremos uma grande gestão.

O que o senhor diria aos ortopedista brasileiros?
Primeiro agradecer sua confiança ao me eleger. Todos podem ter certeza de que nós não os decepcionaremos. Desde que comecei a fazer parte da diretoria, há dois anos, tem sido gratificante ver que a SBOT se assemelha muito a uma grande empresa. Os cuidados tomados com as aplicações financeiras e as aquisições imobiliárias para preservar o patrimônio de todos são impressionantes, assim como a transparência em todas as operações fazem da SBOT uma empresa bem administrada. Também me chamou a atenção do profissionalismo e competência dos funcionários. Tenho a impressão de que vou trabalhar em uma empresa enxuta e séria. Essa é a minha expectativa para 2006.



 
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